Sessão D.R. - Eu avisei.

3 de mai de 2013

"Lembra quando eu disse que aquela sua mania de estar sempre rodeada de homens ainda ia atestar contar você? Eu avisei.

Avisei sobre suas saias curtas, sua bebedeira sem limites e sobre aquela sua falta de pontualidade no trabalho. Te disse que ser desbocada só seria bom entre os chegados, mandei você parar de falar mal dos outros por e-mail, por puro hobby, só para o tempo passar mais rápido. 

Eu conheço você, sei até que ponto as coisas são realmente sérias e quando elas começam a se tornar piada, mas os outros, não. Poucos são os que conseguem viver por aí falando o que pensam, fazendo o que pensam, sem se importar, at all, com as consequências. Até porque a vida não pode ser sempre levada na brincadeira, não dá pra reclamar da mulher do chefe e achar que vai sair impune. Não dá para não engolir alguns sapos por respeito, por hierarquia, não dá pra dançar até o chão na festa da firma, cair, ralar o joelho, derrubar vinho na mesa e achar que ninguém vai se lembrar depois. Porque vai. E vai aumentar o quanto for possível para cada ação ficar ainda pior.

É ótimo ser livre, é ótimo ser louca, é ótimo ser leve. Mas há momentos que a vida pede em troca tudo aquilo que fazemos em relação a ela. Chega uma hora que a maré vira o barco...E a gente se afoga.

Eu avisei que você iria chorar, sofrer, e se arrepender por ter esse gênio forte, pelos desaforos que não guardou na bolsa e simplesmente levou pra casa.

Mas em alguns casos, somos burros e jovens. A gente só aprende quando dói. E quando somos obrigados a perceber que existem regras duras para se viver."
Odeio admitir, mas esse texto reflete várias algumas partes do meu eu. Ser livre, ser louca e "ser leve" tem um preço muito alto, e é com juros altíssimos que a vida te cobra mais tarde, cobra com lições e sofrimentos que você jamais esquece. Quem tem gênio forte sabe, somos esse tipo incontrolável, muitas vezes não paramos pra pensar antes de falar, e como eu mesmo gosto de usar o termo: não conseguimos bundar! O bundar seria deixar pra lá, relevar, esquecer, passar por cima, mas não, a gente tem ir lá e meter a boca no mundo, dizer que está errado e que não concorda, comprar brigas que nem de longe eram nossas. Ô gente burra e jovem! Sinceramente eu amadureci, aos trancos e barrancos, mas hoje eu aprendi a deixar coisas de lado por simplesmente não compensarem, não compensarem a dor de cabeça, tem gente que não vale uma gastrite nervosa e nem sacrifício nenhum... Foi difícil mas hoje eu deixo passar, controlo as minhas atitudes e penso bem antes de falar e fazer. A gente vai ficando dura por fora, já não chora mais por qualquer coisa, mas vai moldando o coração acreditando menos nas pessoas, se comovendo por pouco, aprendendo essa tal regra de viver.


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