Sessão D.R. - O mundo é das vagabundas!

18 de out de 2012
Megan Linda Bitch Fox

"Estou cheia de escutarr conversinha de corredor em que fulana de tal foi trocada por uma desclassificada sem família. Cansada também de ouvir a mulherada reclamar pelos cantos, cheia de recalque, que os homens preferem as vagabundas. Que não gostam das mulheres que prezam pelo seu intelecto e sim, pelo corpo. Que não adianta ser uma boa profissiional, elegante e fiel que o que eles querem mesmo é carne – em abundância – e, de preferência, exposta.
Odeio rótulos. O termo vagabunda, extremamente pejorativo, pode significar diversas coisas segundo o seu contexto. Aquela mulher que opta por experimentar diferentes caras antes de ter um envolvimento mais profundo, que valoriza o seu corpo e se veste paara matar, não é, necessariamente, uma vagabunda. Ela também pode ter seu lado romântico, ser inteligentíssima e, acima de todas as coisas, saber o que quer. Não há nada mais afrodisíaco do que uma mulher que não se deixa levar pelos encantos masculinos e que, assim como eles, entende que não é todo o sapo que vira príncipe com um beijo na boca. A vagabunda é a mulher evoluída, aquela que não vai sofrer por quem não vale a pena.
As vagabundas tem história pra contar, tem bagagem. E muito mais valor do que pensam por aí. Não se importam tanto com a auto-imagem a ponto de não falar palavrão, conseguem assistir e comentar um jogo do timão sem medo de serem levadas ao ridículo. Aliás, o maior trunfo das vagabundas talvez seja isso: a ausência de medo.Não é porque ela está na casa dos 20 e ainda não namorou sério que é uma libertina. Não é porque ela não escolheu um só que deseja todos. Ela só acha que algumas coisas na vida precisam de experimentação, de teeempo, de análise e, principalmente, de muita paciência para não errar.
A verdadeira vagabunda não se expõe. Não é aquela que rouba o marido da amiga ou que dá em cima do chefee; essa daí é a piranha, perigosíssima, morde sem assoprar.  A vagabunda tem muitas amigas, aconselha todas elas e desperta um pouquinho daquela inveja natural entre as mulheres, aquele sentimento de que poderíamos ser sim mais livres, por que não? Na vida da vagabunda tudo é muito mais leve, muito mais simples.
Mulheres, sejam vagabundas. Aprendam que não é preciso levar um relacionamento onde não houve encaixe nenhum adiante só para não ficarem mal faladas. Entendam que caráter e bom senso de nada tem a ver com liberdade sexual, com roupas justas ou um pouquinho de sensualidade – não nascemos diferentes dos homens à toa. Pior que libertar todos os instintos é contê-los. Melhor uma vagabunda (e por que não?) feliz, que uma enrustida frustrada."
Com um texto desses, um reflexão monstruosa sobre rótulos precisa de mais? Essa dose de Ericka no meio da semana vem pra bagunçar a nossa mente.. E se assim for: PRAZER, I'M VAGABUNDA! :)


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