Sessão D.R. - Longe do Espelho.

17 de jul de 2012

"Os melhores casais que conheci na vida não combinavam. Pra que namorar alguém que não tem absolutamente nada a acrescentar? Que gosta de rock como você, que fala sobre todas as coisas que você fala, que frequenta os mesmos lugares que você frequenta? E se esse relacionamento terminar um dia? Você vai querer encontrar essa pessoa a cada 30 segundos e saber todas as atualizações sobre a vida dela mesmo que involuntariamente? Não, não vai. Pelo menos não por um tempo. Interessante é gostar daquilo que a gente ainda nem sabe que pode se interessar. Que pode somar e não neutralizar.

Eu sei que esse assunto já é mais que batido, mas tendemos a gostar daquela pessoa com a qual temos mais afinidade, que faz exatamente os mesmos programinhas que a gente, como se um dia o assunto não fosse acabar, como se o repertório de semelhanças fosse infinito. Namorar um clone pode ser perigosíssimo. Acho que no fundo, no inconsciente, precisamos reafirmar nossos gostos em alguém e não confrontá-los – é muito mais confortável. Por isso buscamos o comum.

Ela gosta de pagode e ele de metal. Ele curte armas, carros, e nerdices e ela nunca, sequer, tinha visto um filme da saga Star Wars. Ela é interessadíssima por moda e ele é básico, não fica muito preocupado com as tendências ou coleções para o verão seguinte. Ela balada, ele filminho. Ele montanha, ela praia. Amam-se pelas antagonias, pelas aventuras que um apresenta ao outros, pelas dissonâncias. Casais no qual cada um é um, soma dois, e não um. E eles nunca se cansam pois sempre há algo novo em um dos universos a ser visto, ouvido, experimentado. 

É preciso sair da zona de conforto, ir pular carnaval em outras bandas. Se amar não é abrir mão da rotina, por que, afinal, buscamos alguém? Para enxergar nossas próprias falhas em outra pessoa e nos aborrecermos por isso?

Não dá.

Até os erros precisam ser renovados, até as manias devem se reinventar. Ou nos cansamos de olhar no espelho."
Essa nega sempre nos mostrando outros caminhos e outras maneiras de pensar. Mas olha, os opostos podem até se atrair, mais infelizmente sou convencida de que quanto maior a diferença de ambos também maior é a dificuldade de convivência, quando se trata de compartilhar sentimentos e vida. O diferente pode até ser complementar, mas na maioria dos casos os opostos não complementam! No começo do relacionamento é tudo muito atraente, lindo, somos seres humanos sempre em busca do novo, mas não podemos suportar as grandes adversidades por muito tempo. Nós já somos únicos, ninguém é igual a ninguém, e levando isso em conta, as naturais diferenças que aparecem entre nós e alguém com afinidades, já podem se tornar obstáculos, mas devem nos acrescentar e tornar a caminhada mais fácil. É preciso encontrar alguém que busque pelo mesmo horizonte, que enxergue as mesmas magias, e que apesar das diferenças tenha uma essência parecida com a nossa. Mais isso é o que eu penso.. no fim das contas todos nós admiramos os "tipos" Eduardos e Mônicas.. Mas e na vida real, esses casais vingam? Vocês concordam comigo ou com a Ericka? Já tiveram alguma experiência parecida?


Trilha Sonora do texto para refletir: Opostos e Perfeitos / Eduardo e Mônica.


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